Archive for May, 2010
iPad magic
Já ví de tudo com o iPad, mas esse japa fazendo mágica com ele parece brincadeira…
Via Update or Die.
Skateistan
No verão de 2009 o fotógrafo Noah Abrams foi para o Afeganistão para registrar a emergente cena do skate no país, óbviamente ele não voltou só com isso na bagagem.
“Intitulado “Skateistan”, o trabalho se integra com outra produção, a de um documentário sobre a escola de mesmo nome, que une skate e educação em Kabul. Você pode ver o trailer do documentário abaixo, e não deixe de conferir as fotos no site noahabrams.com. O fotógrafo revela que mais do que garotos e seus brinquedos, o que encontrou foi um sopro de vida no país destruído pelas bombas. Via Brainstorm9.
Confira abaixo trailer do documentário e para ver mais fotos é só ir no site do Noah Abrams , clicar em “projects” e depois em “Skateistan”.
Lost – tentando entender
Se vc não terminou de ver a série pare de ler AGORA, é spoiler puro.
Muita gente acabou de ver Lost e ficou cheio de dúvidas, acabei de ler um texto publicado como comentário no Legendado e “surrupiei” para colocar aqui e dividir com vcs. Cada um tem interpretado de alguma maneira, mas esse texto foi um dos melhores que eu lí até agora, óbvio que não responde tudo, mas ajuda a clarear muita coisa… O responsável pelo texto chama-se Ricardo Longo.
Essa é minha tentativa de dar uma interpretação sobre cada uma das grandes questões de Lost.
IMPORTANTE: Tudo aqui é MINHA interpretação da série. E ao que consta, fiquei muito feliz que uma de minhas séries preferidas me deu um fim críptico, misterioso e aberto a interpretações (exatamente como a série sempre foi). Tinha muito medo de não gostar do final; achava que estragariam tudo com algo mais focado nos mistérios inexplicáveis da realidade peculiar da série do que na melhor coisa dela: os personagens. Tive uma grata surpresa.
Assim que Jack fechou os olhos pela última vez, fiquei meio pasmo – muitas dúvidas, tudo muito rápido, muita informação pra digerir de vez. Mas as questões continuaram girando na minha cabeça, as conexões (muitas vezes óbvias, é verdade) continuaram sendo feitas.
No fim das contas, a verdade é que eu considero um fim perfeito para a obra prima que é Lost. Na minha opinião, claro – como todas as respostas a seguir.
• O que é a ilha?
A ilha é onde fica a “luz”. Então a pergunta é: o que é a “luz”? Isso é fácil, respondido na própria série: é a fonte de toda a vida. Segundo Jacob, tem um pouco da luz dentro de cada pessoa – isso, na minha interpretação, é uma alegoria para o que se convencionou chamar de “alma”. Sendo a localização da luz, a ilha tem propriedades bem peculiares, que incluem características de cura, ressureição, imortalidade, distorção do eixo espaço/tempo etc, além dela ser um “hub” de energia eletromagnética. Claro, essa fonte de vida não pode ser deixada à toa, sem um guardião. O que nos leva à próxima pergunta…
• Quem são Jacob e o “Homem de Preto”?
Irmãos, ambos nasceram humanos, mas foram “adotados” por uma personagem sem nome, chamada apenas de “Mãe”. A “Mãe” era a divindade guardiã da luz. Antes dela, provavelmente existiram inúmeros outros guardiões, sempre passando adiante a função de proteger a ilha quando sua hora chegava. Essa é uma discussão bem ampla, e tentar adivinhar quem foi o guardião original é o mesmo que discutir quem criou o universo. A Mãe adotou Jacob e seu irmão para achar um “sucessor”, quando a hora dela se licenciar de sua função finalmente chegasse. Circunstâncias mostradas no episódio “Across the Sea” levaram a Jacob ser o escolhido, herdando a função da mãe e se tornando efetivamente uma divindade. O “Homem de Preto”, ao ser preterido, se tornou uma espécie de “sub-divindade”, com poderes sobrehumanos e imortalidade (ambos dados a ele pela própria Mãe), mas sem o papel de “árbitro” dado a Jacob. Quem quer simplificar, pode dizer que Jacob ocupou a função do que se convencionou chamar de “Deus”. Note-se que essa versão de “Deus” não significa bondade absoluta ou mesmo onipotência. O próprio episódio “Across the Sea” nos mostrou que essa noção maniqueísta de “bem e mal” não se aplica a Lost. Da mesma maneira, Jacob não parece ser onipotente. Ele tem o poder de arquitetar diversas coisas (como a queda do avião, por exemplo), mas não parece ter capacidade de mudar todos os detalhes (existiam pessoas no avião que não precisavam necessariamente estar na ilha).
• Por que o “Homem de Preto” não podia deixar a ilha?
O “Homem de Preto” optou pelo livre arbítrio, renegando a função preparada pra ele pela Mãe e escolhendo conhecer o mundo além-mar. Porém, sua mãe havia feito dele o seu candidato preferido a ocupar a função de guardião, e por isso não permitiu sua saída da ilha (mais uma vez, uma demonstração de um Deus imperfeito). Uma vez que Jacob herdou o posto de guardião, ele teve atitudes que fizeram seu irmão morrer (vejam, por exemplo, os corpos do Homem de Preto e da Mãe, que viraram o “Adão e Eva” mencionado por Locke). Porém, uma parte dele sobreviveu – o rancor e o sentimento de vingança que ele sentia no momento de sua morte. Assim, nasceu a “fumaça negra”, é uma a personificação dos sentimentos ruins. Sendo originária do “Homem de Preto”, ela mantinha o desejo de deixar a ilha. Porém, são óbvias as implicações de se ter uma personificação dos sentimentos ruins andando livremente pela Terra. Para ele sair da ilha, a “luz” teria que ser destruída, o que provavelmente destruiria a vida e a realidade como a conhecemos.
• Por que o avião caiu na ilha?
Essa também foi respondida com todas as palavras na série. Jacob, como “árbitro”, os trouxe até a ilha para escolher entre eles o seu sucessor. O próprio Jacob explicou, no penúltimo episódio (”What They Died For”) a razão por ter escolhido aquelas pessoas específicas – todas elas eram solitárias de alguma maneira, como ele próprio, e precisavam de um sentido maior em suas vidas.
• O que eram os números?
Jacob tinha uma lista com os nomes de todos os seus possíveis sucessores. Porém, conhecendo o erro da Mãe em escolher ela própria um sucessor, Jacob escolheu deixar o livre arbítrio atuar. Vários nomes foram sendo riscados da lista ao longo do tempo, porque o próprio livre arbítrio dos donos desses nomes os levavam a outros caminhos. Os seis números eram os números atribuídos aos seis últimos candidatos na lista de Jacob – Jack, Sawyer, Kate, Locke, Hurley e “Kwon” (não se sabe se era Jin ou Sun). Alguns desses foram riscados depois – Locke porque morreu; Kate porque virou mãe, e assim deixou de ser uma pessoa solitária. Porém, como o próprio Jacob esclareceu, bastava Kate escolher por livre arbítrio ocupar a função para que ela fosse novamente uma candidata. A lista era um “guia”, e não um livro de regras propriamente dito.
• O que era a “realidade paralela”?
Mais um tópico explicado com todas as letras na série. resposta curta: é o purgatório. Resposta longa: basicamente, é algo que aconteceu muitos anos no futuro, quando todos já estavam mortos. É uma realidade criada coletivamente pelas mentes de todos que estavam na igreja, para que eles pudessem se reencontrar e seguir em frente. No universo da série, só se consegue “seguir em frente” e deixar o “purgatório” juntamente com as pessoas que estiveram presentes nos momentos mais importantes de sua vida. No caso dos que estavam na “igreja”, esse momento era o que aconteceu, muitos anos antes, na ilha. Juntos, puderam seguir em frente. importante notar também que é por isso que personagens randômicos dos 6 anos de série subitamente apareciam na realidade paralela. Eram personagens que tinham a ver com todas as mentes que criaram aquela realidade.
• Então, por que Michael, Ana Lucía e outros não estavam presentes? E porque Ben não entrou na igreja?
Todos esses personagens não seguiram em frente pelo mesmo motivo: ainda tinham assuntos pendentes. Todos cometeram atos cruéis em vida, e ainda não tinham conseguido a redenção por esses atos. Resumindo, eles ainda têm tempo a pagar no “purgatório”. Como disse Desmond, “ainda não estavam prontos”.
• E Daniel Faraday, porque não entrou na Igreja? E Miles? Charlotte?
Porque esses personagens não fizeram parte da maioria dos momentos que levaram aquelas pessoas a estarem juntas na igreja. Eles provavelmente tinham outra “igreja” pra ir, se encontrar (inclusive com Lapidus, talvez), “lembrar e seguir em frente”.
• Por que Desmond conseguia viajar no tempo?
Desmond tinha uma caracteristica peculiar: ele era resistente à energia eletromagnética. No universo da série, esse tipo de energia é o que controla o eixo temporal. Por ser aparentemente um bolso de energia eletromagnética (daí a sua resistência à mesma), Desmond conseguia ter espasmos de viagem no tempo. Porém, como ele mesmo disse inúmeras vezes, “o que está feito, está feito”, o que significa que ele não pode alterar nada no eixo temporal. Isso inclusive ocasionou o melhor episódio da série pra mim, “The Constant”.
• O que isso tem a ver com a capacidade de Desmond em descer até a “luz”?
A resistência à energia eletromagnética fez de Desmond uma peça-chave nos planos dos dois irmãos, porque só alguém com esse tipo de resistência poderia descer até a luz sem ser morto. O “Homem de Preto” precisava de Desmond para descer até a luz e apagá-la pra sempre. Jacob precisava dele para apagá-la por um momento, para que o Homem de Preto perdesse sua imortalidade e pudesse ser finalmente morto (no caso, por Kate e Jack). Feito isso, Jacob precisava de alguém para se sacrificar, voltando até a luz apagada para reacendê-la. Esse mártir veio a ser Jack.
• Por que Desmond conseguia ver a “realidade paralela”?
Isso é nada mais do que algo que Desmond fez a série inteira: ele tinha visões do futuro. Porém, ele não entendia exatamente o que era aquela outra realidade e, como os telespectadores, acreditava se tratar de uma realidade paralela, para onde ele podia levar todos ali. Ironicamente, Desmond achava que, descendo até a “luz”, ele acharia o caminho até essa outra realidade. Ele realmente achou, mas não da maneira que esperava.
• E as pessoas que só existem na realidade paralela? Exemplo: filho de Jack?
O filho de Jack, pra mim, simboliza um desejo que ele nunca pôde realizar. E olha só quem era a mãe: Juliet. Que também nunca pode realizar esse desejo. E que teve um pequeno início de relação com Jack, que também jamais pôde florescer. Coincidência?
• E Walt? CADÊ WALT?
Sinceramente, nunca entendi essa obsessão com esse personagem. Ele era um pirralho paranormal, que foi à ilha com seu pai, mas saiu muito antes de todos os outros, nunca participou dos eventos verdadeiramente grandes na ilha, e teve uma vida inteira pela frente, com seus próprios grandes momentos. Jamais foi de grande importância para a mitologia da série. O que, exatamente, resta de mistério com relação a ele?
• Tá, e o que a realidade paralela tem a ver com a ilha?
Parece que tudo o que aconteceu na ilha em seis anos de série, no fim das contas, não serviu pra nada.?Essa é mais uma questão que eu não entendo. As pessoas, por alguma razão, se sentiram lesadas pelo fato de que a realidade paralela acontecia, na verdade, em um futuro muito distante. A sua única ligação direta com a ilha era a memória dos seus participantes. Isso, pra mim, é ter TUDO a ver com a ilha. A ilha é o centro da vida de todas as pessoas que estavam dentro da igreja. Tudo o que aconteceu na ilha, em seis anos de série, serviu para que aqueles personagens tivessem participado de eventos cataclísmicos juntos, desvendando mistérios sobre a própria natureza de tudo que existe. Esse elo fortíssimo entre os personagens é o que levou a cena final, onde todos têm que se reencontrar. Se não fosse o que aconteceu na ilha, a “realidade paralela” jamais precisaria acontecer.
• OK, mas eu esperava que as realidades fossem se intercalar de alguma maneira (tirando Desmond, que sempre pôde ver o futuro mesmo).
Justamente. Eu também. E foi isso que me deixou boquiaberto ao perceber que não era bem assim. Um plot twist. Os roteiristas levam você por um caminho, para no fim jogar uma revelação que muda tudo. Um dos utensílios mais comuns na arte de se contar uma história. Nada de novo aqui.
• Pelo menos o final poderia não ter sido tão feliz.?Última cena: Jack, vendo o avião se salvar com seus amigos (e o seu amor), fechando os ollhos e finalmente morrendo. Nós, telespectadores, sabendo que ele não vai poder ter uma vida ao lado de Kate, que só vai reencontrar todo mundo ali em muitos, muitos anos. Rapaz, se isso é final feliz, eu não sei o que é fim triste.
****
Percebam que tudo o que eu escrevi aqui tem uma ligação muito nítida: os personagens. A ilha, os mistérios, a origem da vida – tudo isso sempre foi um pano de fundo fantástico para o real ponto forte da série, que é a história pessoal de cada um ali, e como elas se intercalam.
Foi muito gratificante descobrir a resposta pra cada mistério. Porém, mais gratificante foi ver como Jack, originalmente um mártir covarde, fraco e adepto da ciência, se manteve um mártir, mas se tornou corajoso, forte e deu pelo menos um pouco de crédito à fé. Ou como Locke, mesmo com todas as mudanças na sua vida, sempre foi enganado e subestimado em toda a sua vida, até mesmo quando ele imaginava ser realmente especial. Ou como Charlie, originalmente o rockstar presunçoso e cheio de si, demonstrou ser uma pessoa de coração bom e morreu pra salvar a mulher que amava. Ou Richard Alpert, aparentemente um imortal frio e calculista, foi revelado como um sobrevivente de história tristíssima. Não vou nem entrar no mérito das inúmeras redenções de Sayid, ex-torturador do exército iraquiano, ao longo da série.
E o que dizer de meu personagem preferido, Desmond Hume? Pra mim, a verdadeira epopéia que ele sofreu para conseguir estar ao lado de Penny, amor de sua vida, é muito mais significativa e importante do que qualquer explicação que pudessem dar sobre sua resistência ao eletromagnetismo, suas viagens no tempo, e qualquer outro detalhe que tenha a ver com os grandes mistérios da série.
Desenvolvimento dos personagens > explicação detalhada de mistérios sobrenaturais.
Isso é o que eu acho. Fico feliz que Calton e Damon pensaram, aparentemente, da mesma maneira, e conseguiram dessa maneira me dar uma série que provavelmente é a melhor que eu já vi
E como tudo em Lost é aberto a interpretação… qualquer um, claro, tem todo o direito de discordar.
Ricardo Longo.
Rio
Animação inspirada no Rio de Janeiro feita por gringos sem cair nos tradicionais esteriótipos que os americanos adoram? Pelo jeito isso virou realidade na animação Rio, produzida pelo estúdio Blue Sky e dirigida pelo carioca Carlos Saldanha (sim, tinha que ter um carioca no meio pra isso dar certo), que ficou conhecido por dirigir A Era do Gelo. Divirta-se com o trailer.
Dica surrupiada do Smellycat.
Foto ou pintura?
Como diria um antigo programa de televisão, acredite se quiser, mas as imagens abaixo são pinturas feitas pelo artista Ran Ortner. Impressionante o realismo. Confira mais imagens no site do artista.
Via revista Zupi.
40 perguntas p/ se fazer antes de fotografar
A Eliane traduziu e publicou no Fós Grafê esse texto originalmente publicado no site Digital Photography School de autoria do leitor Jan Neault Phillips. Eu, carinhosamente surrupiei o texto para publicar por aqui, minha dica favorita é a última, mas antes vc precisa fazer as outras para chegar até lá.
Antes de fazer o click eu me pergunto:
1. Qual modo eu quero fotografar (manual, AP, SP, automático ou pré-programado)?
2. Se eu optar pelo pré-programado, qual velocidade e diafragma usarei?
3. Qual formato eu quero fotografar, RAW ou jpeg?
4. Qual será o ISO? A velocidade está suficiente?
5. É muita granulação para a foto?
6. Qual balanço de branco devo usar?
7. Preciso ajustar um balanço de branco específico?
8. Eu trouxe meu cartão cinza 18%?
9. Qual modo de medição devo usar?
10. Qual definição de cor eu preciso?
11. Devo usar foco automático ou manual?
12. Desejo fazer um bracketing da foto?
13. Usarei o flash?
14. Como vou usá-lo?
15. Qual história estou tentando contar?
16. Preciso trocar de lentes?
17. Se precisar, qual devo escolher?
18. Vou fotografar com perspectiva de paisagem ou retrato, ou um ângulo mais criativo?
19. Preciso de tripé?
20. Vou respeitar a regra dos terços ou quebrá-las?
21. Quais outras regras eu devo seguir?
22. Há linhas principais que eu possa usar?
23. Que tal se eu procurar por uma curva-S para ser guia?
24. Há alguma coisa que eu possa usar para emoldurar a fotografia (galhos de árvores, por exemplo)?
25. Vou mudar essa foto para preto-e-branco, sépia ou qualquer outra coisa na pós-produção?
26. Tenho ponto focal?
27. Meu assunto está em movimento ou é estático?
28. Para assuntos em movimento, eu vou fazer um panning, desfocar o fundo ou desfocar o assunto?
29. Existe algum padrão que eu possa usar?
30. Como está a iluminação? As sombras estão densas ou fracas?
31. Quero enfatizar as sombras?
32. A luz está muito forte?
33. Será que removerá os detalhes?
34. Meu horizonte está alinhado?
35. Será que eu consigo um ângulo melhor?
36. Devo esperar por uma iluminação melhor?
37. O que o leitor de luz me diz?
38. Devo aumentar a velocidade do obturador ou abrir mais o diafragma?
39. Está bem focado?
40. Será que acabei de perder uma boa imagem?
PEN Giant
Ano passado o vídeo Pen Story fez o maior sucesso e circulou por diversos blogs, twitters, etc. Apostando na mesma receita a Olympus fez um novo stop motion agora chamado de PEN Giant. Desta vez as fotos são gigantes, foram tiradas 355 fotos, impressas em grandes paineis e depois foram clicados novamente pra fazer o stop motion, o resultado vc confere no vídeo.
Dica do Kato.
2 anos em fotos
O americano Mike passou 2 anos se fotografando todos os dias, coisa de quem não tem o que fazer, mas o resultado é divertido.
Via twitter, mas esqueci quem foi
Dismayland
O artista Jeff Gilette expões na galeria Copro Gallery, na Califórnia, seu último trabalho intitulado “Dismayland”. Nessa série ele faz um contra ponto e coloca personagens da Disney em lugares decrépitos dos países do terceiro mundo, ou para nós, lugares popularmente conhecidos como favelas. O resultado é interessante como vc pode conferir nas imagens abaixo. Mais imagens aqui.
Dica do Bruno Bezerra no twitter.
Desenho e produção da fonte Times To Go
Vc que tem acompanhado o let’s blogar nos últimos meses já sabe sobre o projeto Unique Types para o qual eu fiz a fonte Times to Go. Agora se vc está chegando agora e ainda não leu nada sobre o isso, nem aqui nem no twitter, dê uma olhada aqui e aqui para se interar no assunto. Pois bem, o projeto está indo muito bem e a fonte Times to Go já começou a ser usada em anúncios, como nesse primeiro anúncio da W/Brasil para a Globo.com que saiu na revista Veja desta semana. Além disso a fonte tem sido usada na legenda dos vídeos da AACD convidando os publicitários e agências para participarem do projeto.
Como todos sabem tive bastante ajuda para tirar a fonte Times to Go do papel, entre eles está o Gustavo Lassala que foi quem deu vida para a fonte e a converteu para o formato .ttf, ou seja, foi ele quem produziu essa fonte para que todos pudessem usar em seus computadores. Mais abaixo publico o texto do Gustavo, publicado originalmente no site Tipos do Brasil, aonde ele explica passo-a-passo como foi feito o desenho a produção da nossa querida fonte Times to Go. Antes publico abaixo mais um vídeo da campanha, desta vez convidando Washington Olivetto que foi o primeiro a usar a Times to Go em um anúncio. Todos os vídeos da campanha estão disponíveis aqui.
“No começo de janeiro de 2010, o camarada Danilo Siqueira entrou em contato pedindo ajuda numa empreitada. Ele tinha desenhado caracteres caixa-alta (A-Z), no Illustrator, e queria transformar aquilo numa fonte. A fonte era para o projeto Unique Types, encabeçado pela Agência Click. Junto com o Fred Sekkel ele havia definido o conceito do projeto. Já havia produzido inclusive um vídeo de apresentação do projeto com a ajuda do Felipe Cretella e do Estudio Mellancia. Faltava o que, nas palavras do Danilo, era “converter os desenhos .ttf”.
Eu conheço o Danilo pela internet há um bom tempo, o projeto Unique Types estava no ar e parecia algo de credibilidade, –embora não estivesse claro para mim como uma fonte royalt free poderia contribuir com as crianças da AACD. A minha reação inicial, diante disso, foi dizer que topava fazer a produção da fonte e já adiantava que não era simplesmente converter os vetores do Illustrator em uma extensão de fonte digital, o buraco era mais em baixo. Pensei assim: na pior das hipóteses, eu trabalharia algumas horas nesse projeto, ajudaria um camarada, uma ação filantrópica, poderia juntar algumas informações sobre o projeto e escrever um texto para o blog, seria uma boa oportunidade para expor um método de criação de uma fonte digital do início ao fim.
Pretendo usar esse case para trabalhar alguns conceitos técnicos que considero importantes e que vira e mexe debato com alunos e interessados no assunto. A primeira coisa que precisa ser dita: Uma fonte é um software, um arquivo com informações compiladas relativas ao desenho de curvas dos caracteres que determinam a sua reprodução nos softwares, somado a um conjunto de instruções métricas que determinam o alinhamento e o espaçamento entre palavras, entre letras, e entre linhas dos caracteres, podem conter ainda outras informações referentes à aparência dos glifos, autoria, estilo e recursos avançados, como ligaturas, swashes, automatização para facilitar tarefas, etc. Nesse sentido, uma fonte está mais perto de um software como o Word, Photoshop do que um simples desenho vetorial. Vamos ao projeto.
1ª Etapa
A primeira coisa que pedi para o Danilo foi para que ele me enviasse os arquivos que tinha desenhado no Illustrator. O Illustrator é um software para illustração vetorial, no entanto, é inadequado para desenho de fontes digitais, existem alguns softwares específicos para este fim. Eu uso o software Fontlab. O primeiro passo, portanto, era passar esses caracteres para o Fontlab, mas o que muita gente não sabe é que fazer uma ilustração é muito diferente de se desenhar uma letra.
Em uma fonte, os nós das curvas bézier precisam estar realmente bem posicionados e o traçado precisa fluir para que não cause problemas futuros, isso sem contar o fato de que o processo de importar os caracteres do Illustrator para o Fontlab muitas vezes deformam o desenho, exigindo conferência e refinamento. Resumindo, é muito mais fácil e produtivo desenhar direto no Fontlab, ele possui ferramentas adequadas para tal.
2ª Etapa
Além do desenho dos caracteres, uma das coisas importantes para se pensar ao iniciar um projeto de uma fonte digital é definir o range de glifos, ou seja, se vai ter caixa-alta, baixa, números, símbolos, pontuações, acentos (diacríticos), etc. A linha de raciocínio é simples: quanto menor o range, menor a possibilidade de uso, e quanto maior o número de glifos maior a possibilidade de usos da fonte.
As fontes que vendo normalmente têm em torno de 400 glifos. É claro que produzir algo dessa envergadura demanda muito tempo e cuidado. Na Times To Go, em princípio, a ideia era apenas produzir os 26 caracteres desenhados pelo Danilo, mas como sei que isso limitaria muito o uso da fonte resolvi ampliar o range de glifos. Mostrei os novos desenhos para o Danilo, trocamos algumas ideias e dei continuidade nas outras etapas da empreitada. Tenho um senso de detalhamento e perfeição que me impede de entregar somente um arquivo “convertido”. É difícil explicar, talvez só quem trabalhe com isso entenda, pode-se dizer que é uma espécie de obsessão. No fim das contas, o que era para ser um arquivo de 26 glifos, acabou se tornando um arquivo com 148 glifos.
3ª Etapa
Finalizada a parte de desenho e definição dos glifos, é preciso acertar o que chamamos de métricas, ou seja, os espaços laterais do lado esquerdo e direito de cada glifo. Você deve estar se perguntando, como assim, tem que fazer isso nos 148 glifos? Sim, é uma etapa imprescindível. Quem falou que fazer uma fonte não dá trabalho? Nesse momento, as letras deixam de ser desenhos isolados e começam a ser entendidas como palavras, frases e textos. No momento que você começa a compor palavras também percebe que determinadas soluções de desenho não dão certo. Deve voltar aos vetores e arrumar pequenos detalhes. Para fazer o espaçamento gosto de fazer uso da técnica descrita por Walter Tracy, no livro Letter of Credit. Tracy indica basear os espaçamentos das letras a partir das semelhanças entre os desenhos dos caracteres, equalizando os espaços dos caracteres arredondados, retos, triangulares e os que não se enquadram nas categorias anteriores. O que normalmente faço é juntar essa teoria com o recurso de classes que o Fontlab fornece. As classes são extremamente uteis para padronizar espaços para um grupo de letras de uma vez só, de modo que você possa setar o espaço para uma letra e replicar em todas as outras do grupo.
4ª Etapa
Após o espaçamento dos caracteres, é preciso ajustar os pares críticos de glifos. Essa técnica é conhecida como Kerning. E resolve o problema que o espaçamento simples não foi capaz de resolver, ele cria espaços negativos e até mesmo positivos entre as letras. Mas por que isso? Porque existem letras com formas muito diferentes e se não for feito um bom trabalho de kerning, as palavras ficam com buracos de espaçamento. Isso parece simples, mas não é. Podemos até dizer que é um dos principais problemas das fontes gratuitas do mercado. Infelizmente estou cansado de ver os mais diversos tipos de peças gráficas com esse problema. O Fontlab fornece um bom recurso para essa tarefa de programação. Assim como nos espaçamento é preciso usar o recurso de classes para agrupar caracteres semelhantes e definir grupos de kerning. Isso facilita bastante o trabalho. A parte cansativa do kerning é que você deve aferir ele visualmente. É comum o uso de diversos tipos de pangrama para ajudar o controle do kerning e é aconselhável imprimir textos em diversos tipos de condições para avaliar não só os problemas dessa etapa como as anteriores . Pode-se perceber que o processo de desenho e produção de uma fonte é algo bem detalhado e de idas e vindas. Como diz Karen Cheng no livro Designing Type: “O design de tipos é uma atividade lenta e repetitiva; o melhor é fazer o espaçamento ao longo de vários meses –e, as vezes, ao longo de anos -, mas nunca em poucas horas”.
5ª Etapa
A última etapa consiste em ajustar, conferir as informações e gerar o arquivo da fonte digital. Não basta salvar o arquivo, uma fonte é gerada, pois é um software e suas informações/instruções são compiladas em um único arquivo. Uma das extensões mais usadas para a compilação,atualmente, é o OpenType, por ser multiplataforma, ter suporte a um número maior de glifos, entre outras coisas. Por fim, é preciso testar a fonte em diversos softwares e plataformas para ter certeza que tudo está funcionando conforme planejado.
É justo ressaltar que descrevi aqui um método resumido de desenho e produção de uma fonte digital que diz respeito a um processo único e particular, definido em alguns anos de estudo e por um profissional independente. Existem muitas empresas e profissionais que fazem uso de diversos métodos que não esses. No fim das contas, a grande alegria do type designer é ver a fonte que deu tanto trabalho em uso. E parece que nesse quesito a Times To Go está indo bem.”
Sobre o autor
Gustavo Lassala é professor e designer em São Paulo, Brasil. Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, Bacharel em Design (Programação Visual) pela USJT e Técnico em Artes Gráficas pelo SENAI Theobaldo De Nigris”. Por meio da marca BRtype (www.brtype.com), cria, produz, e comercializa fontes digitais pelo distribuidor americano MyFonts.
Obsessive Consumption
Em 2008 eu fiz um post aqui divulgando uma designer que fazia desenhos de tudo que ele comprava, além de ser uma consumidora obsessiva ela tb virou uma desenhista obsessiva. Na época me chamou a atenção pela simplicidade do desenho mas que ao mesmo tempo tinha muita personalidade e estilo. O resultado disso que antes era apenas uma brincadeira e virava imagens no flickr hoje trasnformou-se em um livro que reune todos os seus desenhos desde 2006. É baratinho, já foi para minha wishlist na Amazon e na próxima compra entra no pacote.
O olhar das marcas
22 fotógrafos foram convidados para fotografar usando “câmeras” pinholes feitas de embalagens de grandes marcas, e o desafio era fotografar inspirado na “marca” da sua pinhole. O resultado vc confere no site O Olhar das Marcas e tb na exposição que vai rolar na Cinemateca em São Paulo. No site vc ainda pode fazer download de um arquivo que explica passo-a-passo como construir sua pinhole e ainda explica como fazer fotos com ela, divirtam-se… Esse belo projeto tem curadoria da JWT. Segue abaixo dois exemplos.

Bob Wolfenson usando uma “Pinhole Nokia”.

Ricardo Barcellos usando uma “Pinhole Trident”.
São Paulo 1912-2010
No site São Paulo Abandonada & Antiga vc encontra algumas imagens comparativas de São Paulo através dos anos, uma espécie de antes e depois através da fotografia. A imagem que selecionei para ilustrar o post foi feita 1912 e foi tirada do alto da torre do Santuário Sagrado Coração de Jesus, no Campos Elíseos. Se vc quiser ver mais imagens como essa e saber um pouco mais sobre essa foto é só visitar a sessão Antes & Depois do site.
Dica surrupiada do Magiozal.
Um abraço negro
Essa foi a foto vencedora no Prêmio Abril de Jornalimo 2010 na categoria “fotojornalismo”. Feita pelo fotógrafo Alexandre Battibugli foi publicada na revista Placar em junho de 2009. Essa entra para a lista de fotos que eu gostaria de ter feito. Se vc quiser conferir outros premiados e os finalistas clique aqui.
© Alexandre Battibugli 2009.













